Dançarina's posts with tag: reflexões
 Ontem comprei uma caixa de lápis de cor, daquelas cheia de cores, a maior de todas como sempre fazia quando pequena. Quanto mais cores , melhor, assim penso eu.E olhando a caixa, sentindo a textura do lápis no papel, tentando deixar sair de mim imagens que só existem no meu vasto mundo de dentro; relembrei-me de quem eu fui quando miúda.Reconectei-me com aquela menina de cabelo liso e preto, de franja, muito parecido com o cabelo que uso hoje e entendi o porque ela/eu se sentia mais bem acompanhada com as cores do que com as pessoas. E fiz melhor. Parei de condená-la, de repetir dezenas de vezes que ela estava errada e que deveria ter aproveitado mais, se enturmado mais. Se ela/ eu fez isso foi realmente não se sentir a vontade no meio de coisas e ações que a deixariam desconfortável. É simples e por demais aceitável. Quando cansada dos lápis e das formas não muito bonitas, mas tão dela, descia pro pátio brincava, corria, sentia o vento. Simples como o mundo de uma criança deve ser. Então ela que se tornou eu, aceitou que ainda hoje prefere ficar entretida com as cores e formas, do que metida em coisas que causam desconforto.É simples e por demais aceitável. Já cansaram de discursar em meus ouvidos que essa é uma atitude errada, que como pessoa humana eu devo que interagir com outras pessoas humanas e que posturas como essa vão me isolar etc e tal. Mas de fato NUNCA me perguntaram se isso me faz bem e me deixa feliz e leve. E não estar junto não quer dizer que se está alheio. Hummm....metafórico isso! Certa feita assisti a um documentário sobre lobos e constatei que por mais que vivam em alcatéias ( segundo alguns estudos matilha é coisa de cachorro) eles possuem hábitos solitários. Bom, quem me conhece sabe que de fato carrego esse espírito dentro de peito e não é de se admirar que eu possua um comportamento tal e qual esses animais tão sagrados a mim e aos deuses que amo! E quando é da minha vontade eu desço para o pátio, oras! E por falar em Lobos nada mais justo que me juntar a eles na espera da criança solar que está por chegar, certo? E sei que muita gente aí do outro lado da tela me entende quando digo que as cores estão me fazendo melhor companhia já que muita gente está em barcos parecidos. Prefiro pintar algo bacana e bonito para ofertar aos deuses, prefiro dançar e cantar, isso preenche o coração de vida. 
Sobre o amor.... A TV anuncia que a escritora Zélia Gattai faleceu e junto ao fato não há como não falar de Jorge Amado e da linda historia de amor dos dois. Tão linda que ela pediu para ser cremada usando o vestido mexicano que era o vestido que ele mais gostava. Quando minha mãe conheceu o meu pai ela estava na estação de trem, indo trabalhar às 4 horas da manha , ela havia acabado de se mudar para a Vila Matilde em São Paulo. Ela não gostou de ter-se mudado para lá, pois havia vivido muitos anos no Brás. Ela tinha 18 anos e ele 17. Segundo o meu pai não havia porque estar lá na estação as 4 da manha pois naquela época ele entrava no trabalho muito depois desse horário e nunca conseguia lembrar o que ele estava fazendo ali naquele dia, naquela , estação, naquele horário. Apenas estava lá. Ela o viu pelo canto do olho e pensou em como era bonito aquele rapaz já que, segundo ela, ele se destacava no trem. E realmente meu pai era um cara bonitão! Bom, dias depois ela viu o mesmo rapaz na quermesse da igreja do bairro, ele se aproximou, começaram a conversar , namoraram uns anos e o casamento durou 52 anos, até que os deuses o chamaram pois precisavam muito de um bom mecânico, marceneiro, contador de causos de pescador. Creio que o casamento dure até hoje, pois não há uma semana que meu pai não a venha visitar e beijar. Eu namoro a três ano e uns dias, um cara que se me contassem que eu iria namora-lo, jamais acreditaria, tamanha antipatia eu tinha dele. Até quem um dia, na casa de uma amiga, ele brilhou para mim. Naquela noite tudo aconteceu no chão de um quarto simples, quase sem mobília, mas com uma linda lua cheia brilhando no céu. Não temos explicação nenhuma para o que aconteceu naquela noite quando os deuses certamente nos olharam e falaram: vamos juntar aqueles dois, eles são gente boa e precisam muito de companhia! Daquele momento em diante eu não sei mais o que é solidão e tristeza. Eu esperei 28 anos da minha vida( e ele 36 anos) por aquele momento e ele aconteceu com a pessoa mais improvável do mundo. Nós simplesmente estamos aqui com a benção e a força dos deuses que habita em nós, vivendo um dia após o outro. Simples assim.
 | C.P.F. | May 5, '08 11:54 AM for everyone |
Talvez eu peque por ser tão silenciosa quando as pessoas esperam uma palavra minha. Mas não sei ser de outro jeito, nem quero e creio que devamos compreender não só as qualidades mas os defeitos do outro também. Mas será que esse meu silencio é errado ou será que eu devo fazer sempre aquilo que de mim é esperado? Se é esperado, é esperado pelo outro e não por mim que sou assim tão silenciosa. É que tenho em mim o dever de ser calada pois, não quero ter em mim o que condeno nos outros, as palavras ditas por assim dizer e não por querer dize-las.Não esperem de mim palavras, talvez um olhar, um gesto, ou um profundo silencio de compreensão , aceitação. Mas palavras... palavras não, isso é muito para mim.Não me cobre palavras, não me cobre respostas eu não as darei se assim não o quiser, entenda. Desculpe-me pelo meu silencio, mas se você abrir bem o seus ouvidos poderá ouvir a voz do vento e é lá sempre estarão as minhas respostas às tuas questões, os meus sonhos, as minhas verdades e tudo o que for meu e não teu. E nunca creia na minha tristeza, sou humana e com isso carrego todas as dores e alegrias do mundo, não me limite a um único sentimento. Confundem o meu silencio com tristeza, nem ligo mais para tal julgamento porque sei que conhecer a fundo uma pessoa como eu que não quer ser conhecida, é difícil, eu sei. E perceber que esse silencio todo é a saudade de um não sei que, é a vontade de contemplar a imobilidade das coisas que fluem na vida e no vento.Não quero ser conhecida, quero ser sentida, vivida, silenciada na alegria que só um longo silencio pode oferecer. Quero estar no deserto, apreciando o silencio e dividindo-o talvez com pessoas que eu amo que são tão poucas e tão amadas ou talvez... talvez apenas comigo mesma, talvez...
 | Leituras | Apr 29, '08 8:38 AM for everyone |
Criei vergonha na cara e comecei a ler um livro honestamente, profundamente. O livro é A Deusa Interior dos terapeutas Jenifer e Roger Woolger, que me foi recomendado pela Layla que é estudante de psicologia. O livro trata de estudos sobre os arquétipos de algumas deusas e como eles aparecem na nossa pós modernidade. Parece ser um livro bacana se tivermos em mente que é um livro de psicologia e não de mitologia. Logo no começo os autores dão um apanhado geral histórico sobre a Grécia e as invasões que ocorreram antes do período clássico grego, conta sobre algumas divindades que possivelmente vieram de fora, a mistura com a cultura minóica, etc e tal.Ok. Depois eles escrevem um longo pedaço tratando da questão Deusa Mãe, colocando de uma forma que me deu a impressão de que todas as deusas um dia foram veneradas como Deusa Mãe. Eles citam o fato, por exemplo, de Atena ser a deusa patrona da cidade- Estado Atenas e automaticamente ser a mãe da cidade e ao mesmo tempo Deméter ser cultuada no interior da Grécia pelos agricultores por toda a questão de alimentar e fértil da Deusa em questão. Aí eles me chegam com essa: “Contudo, apesar de se complementarem,o modo como cada uma das principais deusas gregas efetivamente sobreviveu até o presente revela que todas elas, de uma maneira ou de outra, foram despojadas de seu poder primordial, o que vale dizer, de seu poder oniabrangente como Grande Mãe. “ Eu acredito em Deusa Mãe enquanto pré-historia da humanidade ( aquela coisa beeeeem lá das cavernas que é uma dos momentos históricos que quero muito estudar e preciso de material ,alguém se habilita?). Se eles seguiram essa linha de raciocínio pode ser que a partir daí e somente daí que eles se basearam. Alguém pode me esclarecer historicamente sobre isso?Os psicólogos obviamente puxam a sardinha para a brasa deles então fico meio receosa quanto a validade das fontes históricas que eles pesquisam.
É eu ando meio calada. Mas não é nada grave. É a sensação de não saber por onde começar. Tipo quando se tem um monte de livros bons nas mãos, lê-se um pouco de cada e não conclui nenhum. Meu caro ta desgovernado e eu preciso pegar a rédeas da coisa. Bom, consegui organizar um caderno para notações especificas de taro e/ou assuntos técnicos, passei as lições de casa para ele e estou realmente anotando tudo, tentando organizar as idéias que fervem na minha cabeça, que são muitas e as vezes eu nem consigo pega-las de tão rápidas que são. Estou meio contemplativa, sentindo as coisas a minha volta . Muita coisa aqui no plano físico está mudando. Parece que as coisas aqui no Estado do Espírito Santo resolveram caminhar pra frente mas não quero depositar minhas energias nas coisas, se bem que...a energia positiva é que faz a coisa girar...... outro dia apareceu uma louca no orkut querendo montar um grupo de estudos sobre o sagrado feminino. Eu com essa minha desconfiança caprina, sabe-se lá o porquê, resolvi responder a louca. E num é que a louca é mais lúcida do que eu imaginava?E junta gente daqui e dali, conhecidos, desconhecidos, conversa daqui e dali, pergunta, ensina, fala, ouve...as engrenagens se desenferrujam, os sonhos reaparecem , os sorrisos se tornam fáceis e eu essa pessoa descrente, começo a crer que as coisas são possíveis. Não será nada que vai contra o que eu creio pois é um trabalho diverso vendo o feminino de todos os pontos de vista pagãos e não pagãos, psicológico, mitológico e com um Q meio xamanico creio eu ( e espero que todas creiam tb!! Hehe). Como aqui na jaquinha ninguém faz algo similar, nós estamos nos moldando com a cara e a coragem literalmente, seremos desbravadoras!É engraçado mas de fato é isso!!!! E eu estou confiante, positiva quanto a forma que tudo está tomando. Mais um prova de que quando nós mudamos nossa postura, o mundo a nossa volta também muda.
 Engraçado como as coisas mudam. Se eu fosse a mesma pessoa de antes, eu estaria aqui metendo pau numa palestra que assisti esse fim de semana. A palestra foi sobre aquele be a ba da Wicca e o retorno da tal religião matrifocal. Obviamente eu discordo com quase tudo o que foi dito na palestra, porém creio fielmente que foi valido, aliás super valido, sabe o porque? Por que eu não vou meter o pau numa coisa que eu não faria melhor, não pelo conteúdo mas pela coragem. É fácil reclamar, mas não é para todo mundo dar palestra, ter a segurança ( mesmo que ilusória) de que se sabe sobre um assunto ao ponto de querer compartilhar com outros. Eu sei o quanto isso é difícil e quanto eu tive que me superar para um dia ter coragem de escrever num site do nível do Tribos de Gaia, então porque meteria o pau numa pessoa quem tem mais coragem do que eu para se expor ao vivo? Existem pessoas querendo falar e existem pessoas querendo ouvir. De fato o mais bonito de tudo, foi ver que existem mulheres que mesmo sendo cristãs, estão buscando o sagrado feminino. Isso para mim é muito mais valido do que as mulheres pagãs ou ditas pagãs que buscam o feminino e nem sabem direito o porque, ou na minha opinião , MUITAS vezes buscam o feminino para saciar a sede de revanchismo no tal Deus patriarcal.De fato também tenho me sentindo muito a vontade ao lado de mulheres cristãs que buscam o feminino com toda a força do seu coração, sem aquele discurso feminista repetitivo e vitimizado de que o mundo está assim e nós sofremos devido ao patriarcado e bla bla bla. A palestra pouco me tocou, mas tudo o que a envolveu fez valer muito a pena porque eu vi aquilo que eu sempre quis ver nos olhos das pessoas: a esperança de outros caminhos e plenitude, a vontade e HUMILDADE de querer aprender algo a mais na vida, o carinho do compartilhar idéias que para alguns podem parecer toscas e simplórias mas para mim foi um deleite. Eu vi alegria no rosto de mulheres que procuram um pouco de sabedoria dentro desse mundo caótico. E eu agradeço muito ter acordado cedo para poder viver tudo isso, pois são esses sentimentos que busco há algum tempo e parece que os Deuses estão me recompensando pela minha paciência e fé até nos momentos de pouca fé.Eu agradeço por ter mudado o meu ponto de vista sobre as coisas e poder dentro da minha simplicidade, abraçar a simplicidade e coragem de outros. Agradeço a Ares por me dar a coragem de falar um pouquinho do meu trabalho tão pouco valorizados pelo egos gigantes daqui mas para aquelas mulheres foi como um pequena chama de vela no fim de um gigantesco túnel.
 A resposta é sim, as coisas estão andando exatamente por esses caminhos que muitos já sabem, as novidades correm como estrelas cadentes. O por quê? Bom, o porquê veio de eu lembrar que meu pai morreu de câncer, que foi alimentado pelo profundo ódio que ele sentia por alguém e que morreu sem falar ou pelo menos dar umas porradas na cara desse alguém. Aí eu me pergunto: quero isso pra mim? Não, não e não! Eu quero viver em paz comigo e já é muito. E como disse o Pessoa: o mais é nada. Aceite-me Aceite-me como eu sou, porque não tenho garantias e nem tenho a pretensão de ser alguém perfeito. Toda a perfeição não posso ter. Eu sou como você. Sou da espécie humana. Sou capaz de errar. O erro não é falha de caráter e errar faz parte da Natureza Humana. Eu vivo, Eu sorrio e Eu também aprendo. Meu conhecimento é incompleto. Estou na busca o tempo todo, nas horas acordadas e nas horas de sono. Eu tenho um longo caminho a ser percorrido, assim como você também tem. Aprendemos nossas lições pelo caminho. Atingiremos a Sabedoria. Assim, por favor, aceite-me como sou! Porque eu sou só eu. Apenas eu. Não há ninguém igualzinho a mim no mundo. Esta é a única garantia que dou. É assim que eu me sinto. Eu tenho um coração. Abra-me e veja-o! Por favor , cuide bem dele. Ele é tudo que eu sou. Apenas eu. Silvia Schmidt
 Hoje nesse dia que tudo é lindo e colorido nos textos, não me sai da mente a cena que ontem vi. Estava no ônibus esperando a partida quando de repente entra no mesmo uma mulher de seus quarenta e poucos anos, com o olho esquerdo completamente deformado, roxo, quase fechado de tão inchado. Seu olhar suplicante encontrou-se com o meu e por alguns segundos eu consegui ouvir o que aquela alma queria dizer, gritar. Naquele momento eu quis morrer no lugar dela, uma sensação de agonia, de dor, não só física, mas a dor da alma que é a pior das dores. Confesso que não gosto quando consigo entrar e ouvir o que se passa no mundo interno de alguém, acontece que nem sempre posso me controlar. Ali naquele segundo eu senti o que sofrimento. Não me importa se ela apanhou do homem que está dentro da casa dela, se ela não tema devida coragem de largá-lo ou sei lá o que. Eu senti o desespero de alguém que não tem ninguém em quem se apoiar, a dor da solidão, o medo, a confusão de sentimentos. Quem vai saber o que de fato se passa naquela perturbada alma? E hoje assim como ela, outras continuam apanhando, sendo esmagadas no centro de seu mais rico ser, são sugadas de toda a sua essência por sociedade que vampirisa, que cobra, que engana, que rouba e não pede perdão nunca. Hoje, há que se lembrar das mulheres queimadas numa fábrica para que tempos depois pudéssemos ter uma carga horária de trabalho digna. Mas há também de se pensar onde está a nossa dignidade.Onde? Nos anúncios de revistas que nos cobram a cada segundo o corpo que não temos? Nos bancos das escolas que nos cobram desde tenra idade a profissão que nem sabemos se queremos? Na televisão que oprime e nos vende um modo de vida que não nos pertence? Onde, onde está nossa dignidade? Hoje eu celebro os olhos tristes daquela mulher no ônibus, ela carrega em seus quadris a dor que talvez eu nunca vá saber o tamanho.
 | ... | Mar 7, '08 8:33 AM for everyone |
 Parece-me então que a minha vida interior é como um navegar num vento muito suave, em que se prossegue sem saber como [...], em outros momentos borbulham os desejos e a alma não se satisfaz com coisa alguma.[...] É como em certas fontezinhas que tenho visto manar; a água não cessa de mover areia para o alto[...]. Muito apropriada me parece tal comparação para definir as almas que chegam a esse estado.O amor está sempre borbulhando e imaginando o que poderá fazer; não cabe em si, como na terra parece não caber aquela água. Este é o estado atual de minha alma , que não sossega nem cabe em si pelo amor que a invade. Já está completamente inundada; queria que outros dela bebessem, pois não lhes faz falta. Tereza de Ávila citada por Márcia Frazão no livro Senhoras do Santíssimo Feminino
 Mesmo que te aconteça uma desgraça Considera com cuidado Olha bem aquele que te causa esse percalço A vista que contempla o fluxo e refluxo das coisas boas e más Abre para ti uma passagem do infortúnio para a felicidade Vês. Portanto um estado leva-te a outro O estado oposto gerando-se ao oposto em troca Se não sofreres temores depois de alegrias Como podes esperar prazeres depois de desgostos? Enquanto temes a condenação do anjo da esquerda Os homens esperam a bênção do anjo da direita Que possas ganhar duas asas Um pássaro com uma só asa é impotente para voar Ao bem intencionado Rumi
 Sou filha da lua e do tempo, mulher sagrada nas feridas, que carrega a espada forjada na dor. A força dos pensamentos é a cura, a minha vontade, o caminho sem véus onde vive a parte divina, sem ilusões. Sou a grande senhora de mim. Desbravo matas e florestas, mas vou te buscar no tempo que for. Tu carregas a lança de cristal, espantas teus demônios, mas meu corpo não há de ferir. Canto meus lamentos num ritmo único, sou a feiticeira que te persegues, nem me percebes nos teus sonhos. Sou levianas tentações, a água que desejas beber o alimento que buscas sem saber. Cintia Melo
 Há muito tempo não sabia o que era ficar de molho por causa de cólica e enxaqueca. Aí resolvi por em pratica todas as coisas que aprendi sobre esses dias quando eu era uma pequena jovem pagã feminista. Deitei, dormi e busquei por visões. Bacana né? Parece ate coisa de livro! Deu certo. Fui à raiz do problema e vi o porque de estar passando mal. Tudo bem, parece piada, vai ter gente que vai me sacanear, mas deu certo, oras! Querendo ou não, gostando ou não, nós mulheres menstruamos. O que não tem remédio remediado está, já dizem os antigos. E se eu passei mal, coisa que raramente acontece ,algo estava errado então fui à raiz do problema. Aí, depois de tudo resolvido fiquei lembrando das coisas que já fiz nesse meu caminho pagão meio torto. Houve dias que eu gostaria de ter participado desses grupos femininos que se encontram para falar sobre o assunto, debater, sentir e vivenciar o feminino, celebrar os mistérios femininos. Conversei com algumas pessoas , houve uma pequena tentativa mas a vida tomou outro rumo e eu deixei isso para trás. Nesse meio tempo houve um boom de formação de circulo de mulheres, em círculos que compartilham os mistérios, etc e tal...nem preciso explicar muito pois, com certeza todos aqui já receberam pelo menos um mail convidando para o dito. Penso que esse pessoal começou um trabalho legal, mas parou no capitulo 1 do livro. Nem só de útero vive a mulher, nem só de menstruação também. E outra, isso virou um mistério da santíssima trindade da Deusa e um comercio. Obvio, tem trabalhos legais e com gente seria, mas esse boom me leva a uma certa desconfiança e vcs sabem, eu desconfio de tudo. Infelizmente estamos num mundo capitalista... Creio que existam mistérios femininos e masculinos, (nem vou discutir se é questão de gênero ou não) e uma parte do nosso caminho é descobrir e celebrar esses mistérios. Porem não dá pra ficar parado só nisso, certo? A coisa tem que andar e temos que saber o que fazer com isso que descobrimos e celebramos, que lugar isso tem no nosso mundo e qual é o nosso lugar no mundo, aí seriam os mistérios coletivos, etc e tal. Na verdade, voltando ao item central do texto; gostaria muito de participar de um trabalho que visasse o todo, o feminino paralelamente com o masculino e o trabalho em grupo, o mix , afinal a mulher tem sua parte masculina e vice e versa. Mas ninguém fala disso. Ainda existe o revanchismo da idéia da superioridade do feminino sobre o masculino, coisa essa que não concordo nem um pouco, pois creio que é trocar seis por meia dúzia. Talvez seja por essa minha crença que nunca consegui levar adiante minhas idéias,já que não concordo com o “100%” mulher “ou “aqui homens não entram” e afins. E me parece que é exatamente isso que vende ou faz as pessoas prestarem atenção, logo me vejo remando contra maré. Não me importo, porém me frustra não encontrar pessoas que querem o igualitário do masculino e do feminino , no MESMO PATAMAR DE IMPORTANCIA. Uma coisa é ter os momentos para se dedicar a algo único e seu. Outra coisa é você ter conhecimento de algo diferente e tão bom quanto o que você tem e juntos celebrarem a diversidade e a importância disso. Sem me conhecer como mulher , fica difícil conhecer o meu homem. E sem conhecer a parte que me cabe no masculino é impossível entender isso dentro de mim, gerando um conflito mudo. Mas isso ainda são divagações dentro de mim... pq é certo que tem muita coisa mudando por aqui e fazendo bem.
Recolhendo Ossos - LA LOBA Existe uma velha que vive num lugar oculto de que todos sabem, mas poucos já viram. Como nos contos de fadas da Europa Ocidental, ela parece esperar que cheguem até ali pessoas que se perderam, que estão vagueando ou a procura de algo. Ela é circunspecta, quase sempre cabeluda e invariavelmente gorda, e se demonstra especialmente querer evitar a maioria das pessoas. Ela sabe crocitar e cacarejar, apresentando geralmente mais sons animais do que humano. Dizem que ela vive entre os declives de granito decomposto no território dos índios tarahumara. O único trabalho de La Loba é recolher ossos. Sabe-se que ela recolhe e conserva especialmente o que corre risco de se perder para o mundo. Sua caverna é cheia sos ossos de todos os tipos de criaturas do deserto; o veado, a cascavel, o corvo. Dizem, porem que sua especialidade reside nos lobos. Ela se arrasta sorrateira e esquadrinha as montanhas e os arroios, leitos secos de rios, à procura de ossos de lobos e, quando consegue reunir um esqueleto inteiro, quando o ultimo osso está no lugar e a bela escultura branca da criatura está disposta à sua frente, ela se senta junto ao fogo e pensa na canção que irá cantar. Quando se decide, ela se levanta e aproxima-se das criaturas, ergue seus braços sobre o esqueleto e começa a cantar. È aí que os ossos das costelas e das pernas do lobo começaram a se forrar de carne, e que a criatura começa a se cobrir de pêlos. La Loba canta um pouco mais, e uma proporção maior da criatura ganha vida. Seu rabo forma uma curva para cima, forte e desgrenhado. La Loba, canta mais, e a criatura-lobo começa a respirar. E La Loba ainda canta, com tanta intensidade que o chão do deserto estremece, e enquanto canta, o lobo abre os olhos, dá um salto e sai correndo pelo desfiladeiro. Em algum ponto da corrida, quer pela velocidade, por atravessar um rio respingando água, quer pela incidência de um raio de sol ou de luar sobre seu flanco, o lobo de repente é transformado numa pessoa que ri e corre livremente na direção do horizonte. Por isso, diz-se que, se você estiver perambulando pelo deserto, por volta do pôr do sol, e quem esteja um pouco perdido, cansado, sem duvida você tem sorte, porque La Loba pode simpatizar com você e lhe ensinar algo – algo da alma. Adaptação Clarissa Pinkola Estes (Mulheres que correm com os Lobos – Editora Rocco)
 "Sobre a superfície cinzenta do mar, O vento reúne Pesadas nuvens. Semelhante a um raio negro, Entre as nuvens e o mar, Paira orgulhoso o albatroz, Mensageiro da tempestade. E ora são as asas tocando as ondas, Ora é uma flecha rasgando as nuvens, Ele grita. E as nuvens escutam a alegria No ousado grito do pássaro. Nesse grito - sede de tempestade! Nesse grito - as nuvens escutam a fúria, A chama da paixão, A confiança na Vitória. As gaivotas gemem diante da tempestade, Gemem e lançam-se ao mar, Para lá no fundo esconderem O pavor da tempestade. E os mergulhões também gemem. A eles, mergulhões, É inacessível a delícia da luta pela vida: O barulho do trovão os amedronta... O tolo pingüim, timidamente Esconde seu corpo obeso entre as rochas... Apenas o orgulhoso albatroz voa, Ousado e livre sobre a espuma cinzenta do mar. Tonitroa o trovão. As ondas gemem na espuma da fúria. E discutem com o vento. Eis que o vento Abraça uma porção de ondas Com força e lança-as Com maldade selvagem nas rochas, Espalhando-as como a poeira, Respingando uma noite de esmeraldas. O albatroz paira a gritar Como um raio negro, Rompendo as nuvens como uma flecha, Levantando espuma com suas asas. Ei-lo voando rápido como um demônio; Orgulhoso e negro demônio da tempestade; Ri das nuvens, soluça de alegria! Ele - sensível demônio - Há muito vem escutando Cansaço na fúria do trovão. Tem certeza de que as nuvens não escondem, Não, não escondem... Uiva o vento... Ribomba o trovão... Sobre o abismo do mar, Um monte de nuvens pesadas Brilham como centelhas. O mar pega as flechas de relâmpagos E as apaga em sua voragem. Parecem cobras de fogo. Os reflexos desses raios, Rastejando sobre o mar e desaparecendo. _ Tempestade! Breve rebentará a tempestade! Esse corajoso albatroz Paira altivo entre os raios E sobre o mar furiosamente urrando Então grita o profeta da Vitória: QUE MAIS FORTE ARREBENTE A TEMPESTADE!"
Em 1901, Máximo Gorki escreveu este belo poema sentindo o tempo que vivia e do qual se avizinhava poderosa tempestade revolucionária na Rússia heróica de seu tempo. A palavra albatroz (burieviestnik) em russo pode ser traduzida como mensageiro (viéstnik) da tempestade (buria), por ser ele o único animal que sai alegremente a voar e sente-se perfeitamente à vontade em meio a qualquer tormenta. A mensagem é clara: no meio do caos, não devemos temer as tempestades, mas voar com elas e contribuir para que elas transformem efetivamente o mundo!

Hoje eu conheci um universo muito interessante: o universo Anime e Cosplay.Se eu soubesse que era legal assim tinha ido a um evento desses há muito tempo!! Tinha gente fantasiada ( essa classificação é correta?) de vários personagens que conheço só de rabo de olho, quando os meus sobrinhos estão na sala vendo animes. Creio que o único que vi inteiro e muito porcamente foi o Samurai 7 mas de tanto olhar de rabo de olho, consigo identificar alguns. E foi exatamente isso que me deu diversão exagerada: reconhecer os personagens ( mesmo q eu não lembrasse bem o nome!). E foi olhando, rindo e interagindo com esse universo tão divertido que relembrei as minhas loucuras de adolescência e vi que era isso o que faltava na minha vida. Certa vez comentei com uma pessoa que eu sentia que faltava algo na minha vida, especificamente faltava fazer algo. Na verdade é um sentimento confuso de se explicar. Nesses últimos tempos eu reparei que essa sensação havia desaparecido e eu quis buscar o porque do desaparecimento afinal, se desapareceu foi porque eu consegui preencher uma lacuna. O capricorniano ( e agora descobri que meu ascendente também é capricórnio) é um ser muito travado, isso é uma grande verdade. Mas sabe-se lá o porquê esse ano comecei a deixar um pouco de lado o Saturno regente do meu signo e comecei a paquerar Júpiter /Zeus que é o regente do meu namorado sagitariano. O que está me levando a imensas descobertas e a um sentimento de permissividade nunca antes experimentado. Talvez esteja próximo também um pouco da loucura de Dioniso para dar fim definitivamente à minha sisudez. O que eu precisava era soltar as amarras impostas por mim mesma e fazer da vida aquilo que quero que ela seja.E foi no meio de um evento que as minhas fichas caíram todas de uma vez! Muito bom isso!
A sensação de pertença é uma das melhores sensações que alguém pode experimentar, descobri isso hoje. Alias, o processo de pertença culminou hoje. Hoje foi o meu segundo dia de estagio. Eu sentei com a pedagoga e percebi que estava falando com uma igual. Trocamos idéias e percepções, descobrimos que temos pensamentos parecidos. Quando meu horário acabou e entrei no ônibus para ir para a faculdade , fui preenchida por uma sensação que não sei descrever, simplesmente comecei a chorar de alegria. Aí lembrei-me que alguém já havia comentado dessa sensação de “pertença”. Pertencer a algo, alguém, ou algum caminho é uma coisa que todo mundo procura, mesmo que negue. E eu nesse ano maravilhoso , depois de ser injustamente acusada de algo que não fiz, percebi que toda aquela merda veio para me limpar de algo que estava definitivamente errado na minha vida. Talvez eu estivesse errada na vida da outra parte, mas isso pouco me interessa afinal o blog é meu e eu vou falar de mim! Eu não consigo parar de pensar que essa merda toda me levou pra outro caminho, como se eu tivesse uma passagem marcada para o Amazonas e tivesse embarcado num avião para o Nepal.E eu não consigo parar de agradecer aos inomináveis por terem jogado essa merda no meu ventilador. Já imaginou se isso não tivesse acontecido? Meda! Então eu sou coberta por essa sensação de pertença, de começar a trabalhar no que futuramente será uma das minhas profissões, de conhecer pessoas que tem importância e poder dentro daminha vida, de conhecer a mim mesma de uma forma bem mais plena e sincera.Eu pertenço a mim, pertenço a minha profissão, pertenço às minhas divindades, à minha família, ao meu homem tão amado, aos meus amigos tão queridos. A coisa mais legal é que eu planejei isso tudo mas, era um plano tão intimo que nunca veio a tona. Aquelas coisas do nosso mais profundo ser, que não confessamos nem à nossa imagem no espelho. Minha vida tomou o rumo obscuro planejado por mim e eu acabei virando-me do avesso que se tornou o lado direito. Agora dá licença que vou lanchar e lavar o rosto cheio de lágrimas felizes!
 | Pessoas | Oct 30, '07 1:50 PM for everyone |
Fui ao mercadinho comprar coisas e encontrei uma menina que fez pré-vestibular comigo há um tempão. Depois de contarmos a quantas anda nossa vida ,ela ficou com aquele olhar meio estático pra cima de mim e disse sonoramente: “Cara, que legal te encontrar, todo mundo que eu encontro lembra de você, pergunta por você e das nossas aventuras e sempre rimos muito. Nem acredito que te encontrei!” Eu me senti um mito. E realmente nós temos o nosso mito pessoal o que é popularmente chamado de vida. Um turbilhão de coisas me veio a mente. As pessoas que eu gosto, as pessoas que foram embora ou porque eu magoei ou porque me magoaram. As pessoas que foram embora por circunstancias da vida e as pessoas que sempre estão ali, de um jeito ou de outro. Lembrei também do porre que contei anteriormente. Uma das questões citadas no pileque foi “pessoas”. Eu tenho/tinha um estranhamento com pessoas. Às vezes acho que pessoas são coisas extra mundo, o meu mundo. O mundo do outro, do qual, mesmo querendo eu não faço parte, não da parte interna. Aquele mundo escondido, que todos temos. Pessoas. Cada pessoa é um mundo. Porém, antes que eu caísse em depressão me veio um momento fantástico da minha vida e que ocorreu nesse ano de 2007, ano de Júpiter:O momento que eu aceitei sem piscar os olhos, ser a organizadora do Encontro Social Pagão espíritosantense. Eu, pessoa avessa à pessoas, aceitei ser organizadora de algo que envolve pessoas. É um marco na minha vida como um todo. E foi ali que percebi que tenho jeito com pessoas.E que pessoas não mordem. E que eu posso conviver harmoniosamente com elas. E que existem MUITAS pessoas na minha vida.E que essas muitas pessoas me aceitam do jeito que sou. E que essas pessoas quando estão longe, falam de mim. E falam bem. E riem da minha lembrança. E que a minha lembrança é uma cosia gostosa, que desperta algo bacana. Eu tenho 30 anos e sempre me surpreendo quando alguém conta que falou ou lembrou de mim. Toda vez parece a primeira. Porque eu sou uma idiota que acha que não faz nada para ser lembrado. Porque eu tenho que parar definitivamente de achar ( ou fingir que acha) que a existência minha, passa em branco pelo mundo dos outros. Aquele mundo extra mim, mas que tem um pedaço meu lá dentro.Aquele pedaço que faz rir.
Eu podia vir aqui falar um monte de coisas sobre flores e primavera, sobre mudanças de ciclos, sobre celebrações e ritualística. Não é minha vez de dizer ou sentir assim. Aqui rola um sentimento oceânico, profundo e silencioso como o Mar. Quis aproveitar o fato de estar perto do mar e celebrar a pesca, o alimento que vem de Posseidon. Engraçada fica a vida quando a gente muda a vibração!! ***************************************************** Primavera e aí vem aquela coisa: tenho que celebrar.... Aí ELA vem e diz com a sobrancelha levantada: Você não tem QUE nada!! Faz o que quer fazer e anda logo! Comprei uns camarões com um amigo pescador. Quem mora perto da praia tem essa vantagem então aproveitemos. Eu queria dar aos Deuses um aprendizado então escolhi um prato saboroso e simples, que eu não sabia. Escolhi Bobó de Camarão e dediquei a Posseidon.... E não é que Ele veio aqui comer um pouquinho? Ele estava sentado lá na poltrona de meu pai, ficou olhando a correria e rindo do meu jeito desajeitado de aprender as coisas. E a casa ficou alegre, todo mundo trabalhando, uns na cozinha, outros no artesanato, ajudando nas encomendas.E ele lá esperando o “rango sair”. E eu? Bom, nervosa né? Não é todo dia que Ele aparece assim do nada e querendo comer! Foi um dia bom, compensador, pois eu estava num processo reflexivo muito profundo, afinal não é todo mundo que na mesma semana menstrua, muda de Estação, trabalha, está no arcano 13, recebe puxões de orelhas e lida com gente chata enchendo o saco fingindo que não enche! Tudo isso me levou a um profundo mergulho oceânico, me perguntando se deveria seguir... Mais engraçado ainda é que as pessoas acham que faço ritualística elaborada.Pessoas ávidas por informação e carentes de conexão acham que existe um meio ou um modus operandi. Não! Creio que tenho uma conexão bacana com Eles, creio que a minha fé está sendo bem estruturada e mais; creio que mesmo celebrando sozinha, não estou só. Tenho gente lá e cá para me auxiliar. Em suma: Eu tô feliz!!
Esse ano, desde sua virada está sendo o Ano dos Rompimentos. Já rompi com muitas coisas e pessoas e só senti acréscimos e nenhuma perda significativa. Rompi com idéias que eu acreditava com fervor e agora o mais surpreendente... eu rompi coma dança. Amo dança do ventre, mas estou totalmente convencida que não é ela que mexe com minhas entranhas. Não sinto liberdade nos seus movimentos, não a liberdade que procuro. Alais, sendo muito sincera, não é nem a dança em sim que me incomoda tanto, a falta de profissionalismo aqui em terras capixabas me leva a beirada loucura. Imaginam o que é falta de profissionalismo para uma pessoa como eu? Terrivelmente dolorido. Aqui não há um curso regular de dança do ventre, há pessoas ensinando dança tribal baseando-se unicamente na dança da Rachel Brice, 99% das professoras fizeram apenas 2 anos de dança e o resto aprenderam apenas em workshops e vídeos. Louvável pela boa vontade ? O inferno está cheio de gente com boa vontade! Com a perda da minha melhor professora eu resolvi romper com tudo! Além de ter outras prioridades no momento não estou com mais paciência de ficar peregrinando de academia em academia ouvindo sempre as mesmas historia, as mesmas músicas e a mesma preocupação com barrigas bonitas! Não estou mais com saco de não conversar sobre a dança do ventre como tenho vontade, para não humilhar a professora que sabe menos do que eu ( de teoria e não da dança em si)e não tem nenhuma vontade de aprender mais sobre. Resumindo: não estou com saco pra fingir que não estou vendo as coisas que me incomodam. Eu não preciso disso e eu não vou gastar dinheiro com isso!! A Morte está mostrando que muitas coisas estavam mortas e eu não sabia. Que é preciso enterrar os mortos e que morto no final, vira esterco. Caso encerrado.
Quando um capricorniano aceita uma mudança em sua vida ou no seu ambiente, é uma vitória! Estou cá pensando nas coisas que eu acredito e que quero muito e percebi que muitas coisas já não me servem mais.É o curso natural da vida. Desde sempre quis participar de um grupo feminino, onde estudando e vivendo, aprenderíamos mais sobre os mistérios femininos. De fato nunca consegui, mas sempre tive esse projeto em mente. Elaborei com algumas poucas pessoas um plano de ação, tendo o projeto nome e sobrenome. A coisa não vingou por N motivos porem, na minha mente aquele era só um empecilho, nada que me fizesse desistir. O tempo passou e revirando minhas coisas internas e externas percebi que isso não faz mais sentido pra mim. Eu fiquei pasma, afinal era muito importante, quase vital que aquilo se realizasse um dia. E agora me deparo com essa novidade! Prioridades, às vezes nossa lista de prioridades tem que dar uma reciclada, uma respirada, projetos encalhados têm quedar vez para projetos possíveis e assim as coisas vão mudando de lugar, as energias vão se movimentando. Hoje não tenho mais essa necessidade de estar num grupo essencialmente feminino.Por ter começado “ a me misturar”, aprendi mais sobre mim com os homens e os tais mistérios que estão intrínsecos na alma, me foram revelados aos poucos. Na verdade isso é voltar às raízes há muito esquecidas. Além do que, essa popularização de grupos de mistérios femininos revelados começou a me irritar. Desconfiada como sou, acabo crendo que é mais marketing do que boa vontade, além de uma excelente maneira de se ganhar dinheiro. É a minha opinião não radical. Crendo na diversidade dos gêneros, como me adaptar a um grupo apenas de um gênero, o feminino? Sendo eu uma pessoa diversa, como apenas olhar para um lado?Mesmo sendo o feminino diverso, não consigo mais pensar assim. Isso não é mais para mim.
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