
Eu continuarei correndo com os lobos
Correndo numa busca incansável e faminta
Na voracidade de engolir tudo o que me trouxer vida
Continuarei liderando a matilha.
Eu continuarei correndo com os lobos
Continuarei balançando os sete véus
Ninguém me desvelará, ninguém verá meu rosto
Continuarei dançando ao som dos tambores.
Eu continuarei marchando de arma em punho
Defenderei meu chão, meu território sagrado
Traço um círculo em minha volta
E ninguém o ultrapassará.
Ninguém nunca mais me jogará ao chão
Sem que me veja depois levantar com faíscas nos olhos
Ninguém me fará dobrar os joelhos de novo
Ninguém me despojará de minha espada, minha força.
Ninguém ouse duvidar do meu transe
Ninguém ouse profanar meu ritual
Apesar de tudo, apesar da tempestade
Meus quadris continuam sustentando o mundo.
O mundo não está suspenso em vão
Ele se sustenta numa força estranha e ininterrupta
Uma força que as mulheres sabem qual é,
visto que elas a emanam.
Me deixaram de lado, me bateram na face
Vestiram-me andrajos e desmazelos
Mas essa cabeça que mira o horizonte com olhar de ferro
Ninguém nunca mais,
Nunca mais verá caída.
E meu amor por mim mesma será minha lança.
Meu amor por mim será minha armadura.
Escrito pela minha adoravel amiga Layla. Como eu amo esta mulher!