Dançarina's posts with tag: dança
Esse fim de semana nós tivemos aqui na terrinha o III Festival de Dança Flamenca do Espírito Santo. Obviamente eu fui assistir por dois motivos: eu não sabia que existia dança flamenca a esse nível aqui na terrinha e eu queria muito ver a dança do meu povo. Foi um espetáculo de beleza, de competência e de talento. Deu de 10000 a zero na qualidade dos festivais de dança do ventre que são um porre,diga-se de passagem. Pude ver que os professores não ficam de “pão duragem” com os alunos que dançam tão bem quanto os professores. Enfim, foi fantástico e eu chorei muito. Não sei todos que aqui me lêem percebemmas, existe uma coisa na dança flamenca que eu não vejo em nenhuma outra dança,um sentimento que é muito difícil , talvez ate impossível de descrever com palavras. Em espanhol existe a expressão “el duende flamenco” que seria algo como o espírito, aforça que move o flamenco. Uma dança tem espírito? Tem claro que tem.Tudo tem um espírito e quando dançamos nós nos conectamos a esse espírito. Ou não!!! O importante é que eu ouvi a musica que me embalou a vida inteira, eu vi passos por tão conhecidos sem ao menos saber faze-los porque na minha família esse espírito sempre permeou tudo.Aquela pontada de dor no peito que não se sabe de onde vem, aquele coração pesado que carrega tantos sentimentos, aquela expressão dura e pouco compreendida. Isso é ser flamenco e isso escola de dança nenhuma ensina e graças aos deuses eu pude ver esse espírito cravado na pele e na alma de muita gente que dançou ali. O que me faz pensar que esse sentimento se propaga e não será perdido. Vi também que o bailaor e a bailaora flamencos são exatamente iguais, os passos aprendidos são os mesmo e mesmo assim em cada gênero a coisa adquire um significado diferente. O sentimento que sai do homem adquire um tempero diferente do que sai da mulher mesmo eles dançando Soleas e estampando em suas faces a tristeza muito profunda, a dor.É a difrença dentro das igualdades. Nessas horas eu sinto palpável a presença do meu pai, dos meus avós e de todos aqueles que ficaram na Espanha e cujos rostos e nomes eu desconheço. Por eles eu estou aqui hoje, somando algo com algumas pessoas. Nessas horas eu sinto uma comunhão e a máxima gratidão por eu ser essa mulher de sentimentos, de lagrimas, de risos e de dança.
A Layla (uma grande amiga e confidente que escreve no blog Correndo com Lobos), uma vez me disse que as pessoas creem que nós dançarinas somos só doçura e beleza. Esquecem-se que sabemos dançar com espadas, bastões e punhais. Uma dançarina carrega sobre os véus , suas armas afiadas. Nunca vou me esquecer dessa lição. Os povos orientais respeitam a dança e a luta com o mesmo fervor. 
 | Shuvani | Feb 18, '08 4:37 PM for everyone |
Muitas coisas têm acontecido e eu ando completamente confusa e o pior, eu ando sme medo.Geralmente qdo cosias acontecem de anormais, de diferentes , que nos tiram do trilho da vida, é comum a sensação de medo.Pois sabe-se lá o pq, eu estou sem medo. Deuses,, descobertas, sensações novas ou sensações velhas que eu nunca tive coragem de admitir, assimilar e aceitar aí sim, por medo. Faces minhas que sempre existiram mas por não me achar merecedora, mascarava, escondia. Aquele pio de coruja em cima do meu telhado têm feito cosias durante as minhas noites de insônia. Reúno em mim a força que nunca imaginei poder ter e não mais tenho medo dela e da possibilidade que ela trás. Mesmo que u ainda não saiba que nome tem e o que fazer, mesmo assim, o medo não reina aqui. Caso algum Deus resolva me seqüestrar... talvez eu vá de bom grado. Tudo é possibilidade e silencio. O silencio da espera, da espera muda e confortável, não há pressa. Sábado voltei a dançar e pela primeira vez , não me cobrei perfeição, não me cobrei nada, dancei e ponto final. Sabe o que eu dancei?Não foi dança cigana, nem dança do ventre, não foi tango e nenhuma tragédia. Foi simplesmente a minha dança, a dança que ninguém vai ter aulas para aprender como se faz pq ela só pode sair da minha alma e isso não dá pra ensinar.Acreditei que sou capaz de fazer uma cosia só minha,única como um eclipse solar, como uma estrela cadente, única e minha. Cada vez que eu dançar vais er assim, sem passos aprendidos de professora para professora, sem passos com nomes e significados; apenas um corpo bailando e vagando num mundo que é só meu. Eu simplesmente consegui ir para aquele lugar que é só meu e de lá trazer tudo que sou no movimento do corpo. A alegria de ver muitas mulheres a minha volta, prestando atenção no que eu queria dizer através do movimento, fazendo saber que eu sou aquela que elas realmente estão vendo, uma cosia simples e bonita. Sim, eu realmente me senti bonita, me senti calma e em paz com tudo. Foi como se eu tivesse atingido a consciência dos Deuses, estado lá com Eles e com Eles repartido algo de eterno.Lá todas as musicas tocam e ao mesmo tempo o silencio reina. Lá é o meu lugar, aquela sou eu, não mais o reflexo no vidro da janela. A Dançarina Silenciosa, sou eu de verdade.Foi um momento sagrado que eu reparti com as mulheres de uma tribos que dança e sorri. Porque eu sou uma mulher da tribo e um dia eu vou voltar para lá.
O sentimento que envolve uma dança, só quem dança é que sabe. Nem sempre... muitas vezes dancei descompromissadamente para algumas pessoas e percebi que elas ficavam meio hipnotizadas. Foi duro aceitar que eu provocava isso no outro. Parece uma esquizofrenia aceitar que a dança eleva a alma e faz com que quem dança e qu em vê a dança, se torne uno à musica, ao passo, ao sentimento. Dando prosseguimento ao post anterior e aproveitando os meus raros momentos de desabafos... Enfim posso ser livre pra dançar o que eu quiser do jeito que eu quiser. Sou de um temperamento burocrático ( pq será??)e pegar esse sentimento de liberdade nas mãos é momento raro então antes que esse cometa passe, eu me agarro em sua cauda e vou por aí. A dança para mim desde o primeiro momento teve um Q de libertação... um dia eu conto como eu vim parar nesse caminho de rodopios. Mas faltava a tecnica, fui atrás e não veio muita coisa boa. Eu creio na dança como a maior manifestação da minha espiritualidade mesmo sendo totalmente contra a essa sacralidade inventada da neo dança do ventre. Hoje vivo um momento meu, sublime e sagrado, uma reconstrução de mim mesma, uma releitura dos meus passos, um sacerdócio silencioso, uma descoberta, uma divindade que vem de dentro pra fora, um silencio escandaloso.É um momento bom e que não merece ser perdido no meio de” 1,2,34...de novo....1,2,3,4”. Continuo dançando, acho que me expressei mal no outro post. Agora a dança faz parte do meu ritual é uma forma de me conectar aos poucos com os ancestrais. È uma forma de dizer: Olha, eu estou aqui, ainda não entendo bem a língua de vcs, mas estou me esforçando.Vamos dançar juntos? Não mais vou me cobrar se esse ou aquele passo está errado. Não mais vou pensar se vou dar conta ou não. Quero rir, apenas rir. Quando Ela Dança Karen Andes Quando ela dança Se livra da máscara mundana, Deixa para trás seus sapatos, seus compromissos e suas preocupações Desliza para dentro do veludo e da exaltação E deixa sua pele envolvê-la gentilmente, Como uma luva sobre sua alma.
Quando ela dança Fecha o exterior, Abre o interior, Remove tudo aquilo que é estático E a dança simplesmente vem.
Quando ela dança Ela viaja, Volta para os penhascos de Malta ou Creta, Para os anéis das pedras druidas, Ou para a caravana que encontra uma caldeira, Onde o círculo das irmãs que dançam E o braço dos largos quadris da Terra Embalam-na carinhosamente de volta para casa.
Quando ela dança, Alimenta-se dos valores, guardados por séculos Nas tumbas lacradas das sacerdotisas e rainhas. Pois a ira e a majestade sensual e vibrante dessas mulheres deve vir à tona dentro dela, Ela não sabe. Só sabe que se sente assim quando dança.
Quando ela dança, as vezes o passado se une ao futuro, E tudo que importa é o momento presente, que parece abranger todos os tempos. Cada passo torna-se uma rede, na qual captura sua vida, E a ilumina para que os outros possam ver, Depois a deixa ir, como um sonho.
É verdade que, geralmente, quando ela dança, Ela mostra cada parte de sua história Mas outras vezes, quando ela dança, Sua história desaparece. Ela é qualquer pessoa que queira ser quando dança.
Quando ela dança, E os dias passam sem celebração, Forma-se uma crosta, Cresce uma aresta e Ela fica impaciente com os outros e consigo mesma. Mas quando ela dança novamente, volta para o templo. A pressão volta ao normal e ela sorri.
Se olhar bem de perto é difícil dizer Se ela é jovem, velha ou de meia idade. Ela não tem uma idade específica, Mas é a eterna donzela, No corpo de uma mãe, Com a alma de uma mulher sábia E ela permitirá que você a veja por dentro Quando ela dança.
 | Lua | Aug 28, '07 5:22 PM for everyone |
O meu dia teve uma energia lunar surpreendente.Mesmo que a Lua ainda não estivesse no céu, a sua energia permeou o meu dia mostrando que à noite tudo culminaria num êxtase supremo. Essa Lua eu batizei de Lia dos amigos. Hoje acordei pensando em todas as pessoas que fazem parte do meu caminho, mesmo as pessoas que estão longe fisicamente. Desenvolvi um novo conceito de amizade o que muito se assemelha ao conceito do pessoal de SP que denominam esse tipo de amizade de “medieval”. Sempre pedi nas minhas orações para que meus antepassados me mostrassem sempre quem são meus amigos verdadeiros, aqueles que valham à pena. Creio que essa seja a oração mais antiga que faço e repito nos momentos de aperto. Às vezes a minha intuição me mostra isso, mas por sentimentos diversos, eu teimo em não ouvi-la. Aí os ancestrais entram com toda a força e me mostram sinais palpáveis, aqueles que doem muito, mas que não deixam nenhuma margem de dúvida. E assim está sendo. Passei por um período de entre safra, o que é normal na época escura do ano ( outono, inverno) e agora com a chegada da luz, colho as respostas que precisava. Hoje tenho novos amigos que nem são tão novos assim, porém que se afastaram devido a uma única amizade que eu tinha. Engraçado isso né? Era como se eu tivesse uma doença contagiosa... e realmente era. Mas passou. Hoje decidi uma coisa que nunca pensei que fosse fazer: decidi dançar para os meus amigos,para pessoas que recentemente entraram em minha vida,para os que não moram no mesmo chão que eu; mesmo que nenhum deles me veja de fato,com os olhos do corpo, eu dançarei para eles. Dançarei pela benção de tê-los na minha vida. Dançarei por ter amadurecido e não ter desperdiçado a minha fúria em quem não mereceu. Dançarei pela minha liberdade d’alma, pelo prazer de dedicar algo a alguém. Dançarei por ter descoberto o meu caminho sagrado através de meus amigos. Essa noite eu dançarei pela cura de Felipe, filho da Luciana; pelo amor que sinto pelo Rui o homem que eu amo e admiro tanto; pelo sorriso da Pietra; pelo humor admirável da Inês; pelos ensinamentos do Tio Gwy; pela arte e coragem da Sarah; pelas risadas boas que eu dou com o João( ele me ensinou olhar as estrelas); pela grande amizade medieval da Cláudia; pela preguiça felina do pessoal da faculdade ( Mariana, Katy, Lya e Sonia); pela dança da Layla; pelo casamento da Brisa;pela dança aprendida com a Inês, pela Shaide Halim que me faz rir muito quando eu preciso;pela Carla e Salomé minhas companheiras de dança e besteirol; pelas meninas da Loja ( são muitas!!);pelo Ricardo e Alessandra por terem me apoiado quando eu mais precisei; pela Tininha minha melhor amiga de vida inteira ; pela minha irmã por tudo o que ela representa pra mim; pela minha mãe que me aceita como sou ( e não pelo fato ela ser minha mãe, é além). Enfim, essa lunação é uma lunação de gratidão. A gratidão de eu ter milhares de janelas abertas para mim. A gratidão por eu admirar pessoas e elas também me admirarem. A gratidão de estar viva. Essa noite eu dançarei com Hera.
|  | Esse momento foi um momento triste e alegre, foia festa de despedida de uma grande amiga. Mas como o espirito dela é cigano...ela se foi mas não deixou uma sauade triste, pq sempre há esperança dela voltar!Estava dançando o Khaleege, uam dança folclorida do Golfo pérsico.Uma dança que alias é gosto muito! Dançar para os amigos está sendo uma experiencia gratificante! |
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