Tenho investido nas praticas culinárias simples, nada rebuscado porque não é essa minha intenção. Preparei o almoço para ele e minha mãe, as pessoas que amo, enfim. Sentada a mesa, com aquela cara de orgulho de quem realizou um trabalho bem feito, comecei a conversar sobre a relação que sempre qus ter com a cozinha e não tinha coragem de ter.
Minha irmã sempre foi um mito na cozinha, desde sempre eu a via fazendo pratos elaborados , mas eu me sentia meio de fora da coisa toda e acabei crescendo achando que ela podia e eu não. E como minhas primeiras tentativas deram todas erradas, acabei virando motivo de zoação na família. De fato, acabei mesmo é me fechando e desistindo por um tempo de cozinhar.
Até agora.
Voltei, assim como o Roberto Carlos. Eu voltei, agora pra ficar!!!!E não é que a coisa tem dado certo?Ok, não 100% certo mas 90%!!
Aí lembrei da caixa vermelha! A caixa vermelha é um caixa de acrílico que
guarda receitas que meu pai colecionou de uma revista que vendia nas bancas nos anos 70, acho...Deve ter umas 400 ou mais receitas de toda e qualquer cosia que se pode imaginar. Ela, a caixa, está guardada comigo porque se estivesse com minha irmã, mais da metade já teria ou sumido ou estragado. Então, sei lá quando, resolvi guarda-la como quem guarda um tesouro.
Lembrei-me que uma vez no dia das mães, mandei meus pais saírem de casa e só voltarem no almoço.Peguei a receita de macarrão a carbonara pra fazer.Encurtando a historia, o macarrão ficou uma coisa bem horrível, já que eu segui a receita ao pé da letra desconhecendo que o gosto de quem elaborou a receita poderia ser um pouco diferente do meu e da minha casa. Ficou sem gosto e sem graça e eu fiquei com cara de jaca. Na verdade eu nem me lembro o que aconteceu depois da primeira garfada.
De qualquer maneira, a caixa vermelha existe ainda, como um tesouro perdido e intacto. Ela está em cima do meu guarda roupa e acho que a coragem de abri-la vai chegar logo logo.