O meu é o meu. O seu é o seu. E muitas vezes não existe nosso.
Estava conversando com uma pessoa muito querida a respeito de caminhos. O engraçado é que o assunto começou de um jeito e terminou de outro pois resolvi pitacar sobre a situação para ver se algo ali despertava.
Com isso fiquei pensando sobre caminhos e na quantidade de gente que, ou está se perdendo, ou está deixando um caminho e buscando outro. Isso é muito bacana desde que saibamos que caminhos se faz, se limpa e se percebe sozinho. O que parece muitas vezes é que as pessoas obviamente querem tudo de mão beijada, apenas porque acham o caminho X ou Y interessante sem ao menos ter a certeza de que é isso que se quer.
Tiro pelo meu exemplo. Nesse ano resolvi fazer o caminho de volta e me dedicar, tudo o que eu havia pedido , tinha conseguido então resolvi fazer a minha parte. No inicio como boa capricorniana , tinha tudo muito bem planejado. Passou um mês, tudo mudou e essa foi a minha prova de resistência, para saber se eu suportaria ter o meu caminho remexido sem a minha previa participação. Então ta, prossigamos com a nova grade curricular.
Isso funciona para mim. O meu não é o seu e talvez nunca seja o nosso e parece que isso está muito difícil, quase beirando o impossível de se entender.
No caso da conversa chegamos a conclusão que muitas vezes podemos fazer o nosso caminho independentes de grupos e ou tradições. No caso acima citado, a pessoa é cristã mas gosta de terapias holísticas e afins:”Então por que vc não pega as coisas que gosta e monta um trabalho em cima disso? Muita gente faz e dá certo. Nada te impede. “ Parece que enfim a coisa vai acontecer. O que me faz pensar e concluir que em vez de ficarmos parados nos lamuriando feito crianças mimadas olhando as portas fechados, devemos percorrer os cômodos e abrir as nossas próprias janelas.
Não sou do tipo agregadora e tenho muita impaciência com quem o é (nem sempre). Não sou do tipo que dá satisfação, nem do tipo que se importa muito, só com o que vale MUITO a pena. Caso contrario eu ignoro totalmente.E também não sou do tipo que compartilha o tempo todo.O que é popularmente conhecido como egoísmo, eu chamo de seletividade.
Fico pensando também em quem acha que existe um segredo rolando por aí. Bom, depois de rir muito concluo: Nós contamos nossa vida sexual por aí? Nós contamos os perrengues diários das nossas famílias por aí? Nós contamos aquele momento intimo que dividimos com nosso melhor amigo, por aí? O que você caro leitor me responde? Ou melhor, o que você caro leitor, responde a si mesmo?
Outro dia li a palavra segredo, eu li de novo pra saber se era aquilo mesmo. E era. Como eu sou descarada eu falo mesmo que o único segredo que eu creio que exista é aquele livro idiota que virou filme ( ou foi o contrario?) e que muita gente comprou achando que realmente era um segredo. O que também me faz concluir que segredos muitas vezes são coisas obvias demais ( assim como o livro/filme) , que poucos tem olhos de ver e no final por sua impaciência e preguiça, compram um livro que supostamente lhes facilitam a jornada. Será?
E quem quiser que me acompanhe, se eu deixar, óbvio.