Tenho investido nas praticas culinárias simples, nada rebuscado porque não é essa minha intenção. Preparei o almoço para ele e minha mãe, as pessoas que amo, enfim. Sentada a mesa, com aquela cara de orgulho de quem realizou um trabalho bem feito, comecei a conversar sobre a relação que sempre qus ter com a cozinha e não tinha coragem de ter. Minha irmã sempre foi um mito na cozinha, desde sempre eu a via fazendo pratos elaborados , mas eu me sentia meio de fora da coisa toda e acabei crescendo achando que ela podia e eu não. E como minhas primeiras tentativas deram todas erradas, acabei virando motivo de zoação na família. De fato, acabei mesmo é me fechando e desistindo por um tempo de cozinhar. Até agora. Voltei, assim como o Roberto Carlos. Eu voltei, agora pra ficar!!!!E não é que a coisa tem dado certo?Ok, não 100% certo mas 90%!! Aí lembrei da caixa vermelha! A caixa vermelha é um caixa de acrílico que guarda receitas que meu pai colecionou de uma revista que vendia nas bancas nos anos 70, acho...Deve ter umas 400 ou mais receitas de toda e qualquer cosia que se pode imaginar. Ela, a caixa, está guardada comigo porque se estivesse com minha irmã, mais da metade já teria ou sumido ou estragado. Então, sei lá quando, resolvi guarda-la como quem guarda um tesouro. Lembrei-me que uma vez no dia das mães, mandei meus pais saírem de casa e só voltarem no almoço.Peguei a receita de macarrão a carbonara pra fazer.Encurtando a historia, o macarrão ficou uma coisa bem horrível, já que eu segui a receita ao pé da letra desconhecendo que o gosto de quem elaborou a receita poderia ser um pouco diferente do meu e da minha casa. Ficou sem gosto e sem graça e eu fiquei com cara de jaca. Na verdade eu nem me lembro o que aconteceu depois da primeira garfada. De qualquer maneira, a caixa vermelha existe ainda, como um tesouro perdido e intacto. Ela está em cima do meu guarda roupa e acho que a coragem de abri-la vai chegar logo logo.
 | Dionisio | Jun 27, '08 11:25 AM for everyone |
Tenho pensado muito nesse trecho dAs Nupcias de Cadmo e Harmonia.  Evocado pelas mulheres de Argos como touro que emerge as águas, Dionísio é o deus que tem suprema familiaridade com as mulheres. Os seus inimigos “diziam que revelava os mistérios e as iniciações para seduzir mulheres de outros “ Se as Cárites lhe dão um presente, será um peplo, que é roupa feminina. Dionísio não se abate sobre as mulheres como um predador que aferra cada uma pelo busto, depois imprevisivelmente deixa a presa e já está longe. Dionísio envolve-as em todos os momentos porque a fisiologia delas, conflui na sua.. O suco da videira pertence a Ele, como qualquer suco da vida.”Soberano da natureza úmida”, o próprio Dionísio é liquido, uma corrente que envolve. “tarado pelas fêmeas”, “louco pelas mulheres”, assim é chamado várias vezes por Nonos, seu ultimo cantor. A malicia cristã de Clemente Alexandrino recorda Dionísio choiropsáles, “aquele que toca a vulva”: ou melhor, que sabe faze-la vibrar com os dedos como as cordas de uma lira. E os sitiones o veneram também como “ inspetor das partes intimas femininas.” Dionísio é o único Deus que não precisa mostrar-se viril, nem mesmo na guerra. Quando seu exército toma o caminho da Índia, parece um ruidoso cortejo de moças.
 Ontem comprei uma caixa de lápis de cor, daquelas cheia de cores, a maior de todas como sempre fazia quando pequena. Quanto mais cores , melhor, assim penso eu.E olhando a caixa, sentindo a textura do lápis no papel, tentando deixar sair de mim imagens que só existem no meu vasto mundo de dentro; relembrei-me de quem eu fui quando miúda.Reconectei-me com aquela menina de cabelo liso e preto, de franja, muito parecido com o cabelo que uso hoje e entendi o porque ela/eu se sentia mais bem acompanhada com as cores do que com as pessoas. E fiz melhor. Parei de condená-la, de repetir dezenas de vezes que ela estava errada e que deveria ter aproveitado mais, se enturmado mais. Se ela/ eu fez isso foi realmente não se sentir a vontade no meio de coisas e ações que a deixariam desconfortável. É simples e por demais aceitável. Quando cansada dos lápis e das formas não muito bonitas, mas tão dela, descia pro pátio brincava, corria, sentia o vento. Simples como o mundo de uma criança deve ser. Então ela que se tornou eu, aceitou que ainda hoje prefere ficar entretida com as cores e formas, do que metida em coisas que causam desconforto.É simples e por demais aceitável. Já cansaram de discursar em meus ouvidos que essa é uma atitude errada, que como pessoa humana eu devo que interagir com outras pessoas humanas e que posturas como essa vão me isolar etc e tal. Mas de fato NUNCA me perguntaram se isso me faz bem e me deixa feliz e leve. E não estar junto não quer dizer que se está alheio. Hummm....metafórico isso! Certa feita assisti a um documentário sobre lobos e constatei que por mais que vivam em alcatéias ( segundo alguns estudos matilha é coisa de cachorro) eles possuem hábitos solitários. Bom, quem me conhece sabe que de fato carrego esse espírito dentro de peito e não é de se admirar que eu possua um comportamento tal e qual esses animais tão sagrados a mim e aos deuses que amo! E quando é da minha vontade eu desço para o pátio, oras! E por falar em Lobos nada mais justo que me juntar a eles na espera da criança solar que está por chegar, certo? E sei que muita gente aí do outro lado da tela me entende quando digo que as cores estão me fazendo melhor companhia já que muita gente está em barcos parecidos. Prefiro pintar algo bacana e bonito para ofertar aos deuses, prefiro dançar e cantar, isso preenche o coração de vida. 
Eu ando meio fora daqui por motivos muito bons! Resolvi abandonar conversas sacais de msn e arregaçar as mangas numas coisas aí.Estou produtiva, ansiosa, feliz como mãe que pariu um filho com saude! Neste momento em que eu sou mais eu, a vida anda junto com as ideias, tudo está em comunhão. Tô feliz!
 | *** | Jun 4, '08 7:53 PM for everyone |
E livra-me de todo o mal.... 
 | Banner | Jun 2, '08 12:14 PM for everyone |
Precisei fazer um banner ultra urgente e saiu isso........Aproveitem e vistem, coloquei umas atualizações, semana que vem tem mais, aguardemmmmmm!!!!!
Dificil pra mim falar em ativismo porque tenho uma opinião muito radical sobre o assunto. Creio que ativismo já se define por si, é movimento, é algo efetivo e ativo. Não suporto quando pessoas mandam correntes, e-mails, apelos para algo que acontece fora da minha realidade de alcance. Acredito por exemplos em cosias como a Flavia faz que é adotar cães no Centro de Zoonoses e não impossibilidade de adotar mais, encaminhar as fotos-emails para que alguém na sua lista de contatos se sensibilize e pratique a adoção de cães ou gatos. Atitude é a palavra. Porque é uma coisa que acontece no nosso raio de possibilidades, dentro da realidade capixaba e não no Kusbequistão que eu não tenho a menor idéia de onde fica e muito menos como se vive lá.O negocio é tomarmos conta do nosso meio metro quadrado para que cada meio metre quadrado tenha uma vida um pouco melhor, De meio em meio as coisas se consertam, mas o MEU metro quadrado é mais fácil de cuidar , se eu não cuido do meu como eu vou cuidar do meio metro quadrado do Kusbequistão? Vergonhoso. Aula de .....putz, esqueci o nome da disciplina mas é algo como Estudos Sociais.Assistimos um filme do Greenpeace e eu que fico com um olho no gato e outro no peixe, fiquei observando o comportamento dos meus colegas , além do filme , é claro. O filme obviamente se tratava do aquecimento global e a crise de alimentos.E me questiono: Por que a maioria das pessoas não se dão conta que o nosso metrinho quadrado está indo para vala? Por que é tão difícil deixar de ir 5km da sua casa de carro e exigir do Governo Estadual um transporte coletivo digno de seres vivos? Por que é tão difícil deixar de usar sacola plástica da farmácia para carregar um envelope de Sonrisal? Porque não é problema meu!!É simples! Ouvi cada barbaridade na aula de ontem que me motivou a falar coisas que eu nem sabia que sabia! Coisas como os dados catastróficos do real motivo da crise de alimentos e que estamos numa crise global e não sabemos o que fazer já que nada é problema nosso. Terminei o meu discurso pseudo ativista da forma como meu pai me ensinou, dando exemplos: Você gosta da tua casa né? Se eu chegar lá e jogar lixo e não te ajudar a limpar, você vai me matar, certo? Com o planeta é a mesma coisa! Para Pedagogos há que falar a língua das crianças. As crianças eu sei que entendem, já os pedagogos......... Eu não sou ativista justamente por saber que sou preguiçosa demais para praticar uma coisa efetiva . Revolta-me quem acha que mandar um e-mail está fazendo a sua parte. Ora, como classe burguesa que somos, nós “achamos” que estamos fazendo nossa parte para limparmos nossa consciência imunda e termos a cara de pau de deitar a cabeça no travesseiro e dizer a celebre frase: eu fiz a minha parte ! O que no fundo quer dizer: Agora já não é mais problema meu. Eu assumo, não jogo lixo na rua, mas não sou ativista só por isso, tenho preguiça! Eu creio no metro quadrado e não na crise do Kusbequistão, lá deve ter tantas Ionys ou ativistas DE FATO para cuidar do seu metro quadrado.Eu admiro pessoas que têm desprendimento para a luta mas, não quer dizer que tenho que ser uma delas. Nem todo mundo nasceu para ser Anita Garibaldi. Mas pelos deuses repense o que é de fato ser ativista ( como disse a palavra se define por si) antes de abrir a boca, principalmente se for perto de mim. PS.: Na dúvida ainda? Ativismo segundo o Sr Michaelis: sm. Doutrina prática ou prática de dar ênfase à ação rigorosa.
 | *** | May 27, '08 3:24 PM for everyone |
 “Há vida, ela dizia. “Eu vi. Os mortos vão para um outro lugar. Meu marido Osíris vive, e com Ele vivem os nossos ancestrais. Dizei seus nomes.Trazei-lhes cerveja e bolo de passas. Amai a vida, amai os mortos e uns aos outros. Enquanto vivermos, os mortos poderão viver.” Enquanto Isis operava sua magia, ensinado o povo sobre os caminhos de Duat e as bênçãos da Terra, Osiris abria os canais entre este mundo e o além , de modo que o rio da vida pudesse fluir livremente. Ele construiu a Mansão da Justiça, erigiu as balanças da justiça e estabeleceu a verdade em lugar do caos. Ouviu as suplicas daqueles em Amentet e dividiu as refeições dos templos. Ele ensinou as almas que vivem para sempre a construir sua casas e preencher as salas com música. Extraido do livro A Paixão de Isis e Osiris Se alguem perguntar por mim, digam que eu fui ali, me perder no deserto.
De repente eu me vejo num turbilhão de pensamentos, fatos, idéias mas tb me vejo preenchida de segurança. Isso me faz pensar na relação de troca que temos com as pessoas, divindades, fatos. Não me sinto uma boa amiga daquela que saber falar a coisa certa na hora certa, sou meio atrapalhada com as palavras faladas, então uso as palavras escritas para talvez de alguma forma, dizer a coisa certa.As vezes me consumo pensando em dizer algo quando alguém me procura, mas quando a minha boca se abre não sei ao certo se será efetiva a palavra. Eu tento e vou tentando tudo que eu puder, um dia acerto. Isso já foi impedimento para abertura da minha boca, da exposição de minhas idéias e sentimentos, hoje observo que esse entrave não existe mais, mesmo que a segurança total não exista ainda. Talvez porque eu tenha adquirido uma cumplicidade maior com as pessoas que verdadeiramente amo, talvez porque eu tenha desencanado de muitas coisas em relação a mim, talvez porque a aceitação do outro seja maior hoje, talvez porque eu comungue mais com o sagrado, talvez racionalizar isso tudo não seja necessário. Eu tenho tentado ser uma pessoa companheira e tenho percebido que o meu senso de solidariedade está maior e melhor e isso pra mim é bom, antes eu não me importava. Hoje eu compreendo que “o outro” quer ser amado, acariciado, compreendido, acalentado. E isso está me fazendo feliz.
Eu gosto de santos,é fato que da familia quem vai carregar os santos sou eu. Creio que pelo fato deles terem passado por este planetinha azul , são humanos que fizeram alguma coisa marcante. E tem seus melindres como quelquer um de nós. Isso a gente ve muito claro no livro Senhoras do Santissimo Feminino, onde a Frazão retrata a forma como as santas convivem entre si e com as mulheres. Foi aí que me deu um click sobre o desaparecimento misterioso de Dona Sarah.Antes de dormir eu fui lá na roseira que eu plantei com um proposito e falei com ela, perguntei se eu estava fazendo algo errado etc e tal. Como eu sei que ali na roseira mora uma pessoa muito linda, na hora recebi a resposta de que estava tudo bem só que a La Negra não era para mim. Foi aí que lembrei o porque que eu havia comprado a Santa. Bom, se Dona Sarah aparecer Ela vai para o altar de ________,ok? Hoje, o dia seguinte, a Sarah apareceu no armario da minha mãe, lugar onde todo mundo já havia procurado. Eu olhei pra Ela e disse: Então tá!!Melindres são melindres e quem sou eu pra questionar, eu tb são melindrosa como a Senhora!Não quer, não quer, não tem porque e enem eu vou ficar lhe enchendo o saco por isso. A Santa vai mudar de casa e caso encerrado!!!! E por gratidão e fé muitas coisas boas aconteceram durante o dia do desaparecimento da santa o que nos provou que não foi por falta de uma imagem que nós, que amamos a cultura cigana por motivos muito intimos e familiares; deixamos de dançar e MUITO porque musica e fé nessa casa habitada por mulheres, não falta e nem vai faltar nunca! Optchá!!A roseira está carregada!!
Hoje é dia de Santa Sarah, La Negra. Pois sim, resolvemos fazer uma pequena e modesta homenagem para a santa hoje mas antes tenho que contar o que aconteceu ano passado: nessa mesma data a minha turma de dança do ventre , a nossa professora e eu, resolvemos fazer uma festa com muita dança para a Santa. Eu havia acabado de adquirir uma pequena imagem Dela e combinei de leva-La para a festa. Na data combinada fui ao armário ( pois ainda não tinha consagrado um lugar para a Santa)pegar a Santa e de repente Ela simplesmente não estava lá. Procura, procura, procura e nada. E sabe-se lá o porque a festa também não aconteceu na data marcada. Resumindo, deu tudo errado, mas todos ficaram bem!!! Tempos depois minha irmã que jurava que a santa tinha quebrado, achou a santa guardada nas minhas coisas envolta no plástico bolha, tal qual eu me lembrava de ter guardado. Peguei a santa e guardei no local onde guardo minhas cosais sagradas e disse que a tiraria dali no seu dia onde faríamos uma bela homenagem. De fato esse dia é hoje (e amanha) e fui lá onde guardei a santa e , cadê????SUMIU DE NOVO!!!! Alguém pode me explicar isso?
 | ... | May 20, '08 11:35 AM for everyone |
Cantico Negro José Régio Vem por aqui- dizem-me alguns com os olhos doces Estendendo-me os braços, e seguros De que seria bom que eu os ouvisse Quando me dizem: "vem por aqui!" Eu olho-os com olhos lassos, (Há, nos olhos meus, ironias e cansaços) E cruzo os braços, E nunca vou por ali... A minha glória é esta: Criar desumanidades! Não acompanhar ninguém. - Que eu vivo com o mesmo sem-vontade Com que rasguei o ventre à minha mãe Não, não vou por aí! Só vou por onde Me levam meus próprios passos... Se ao que busco saber nenhum de vós responde Por que me repetis: "vem por aqui!"? Prefiro escorregar nos becos lamacentos, Redemoinhar aos ventos, Como farrapos, arrastar os pés sangrentos, A ir por aí... Se vim ao mundo, foi Só para desflorar florestas virgens, E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada! O mais que faço não vale nada. Como, pois, sereis vós Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem Para eu derrubar os meus obstáculos?... Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós, E vós amais o que é fácil! Eu amo o Longe e a Miragem, Amo os abismos, as torrentes, os desertos... Ide! Tendes estradas, Tendes jardins, tendes canteiros, Tendes pátria, tendes tetos, E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios... Eu tenho a minha Loucura ! Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura, E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios... Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém! Todos tiveram pai, todos tiveram mãe; Mas eu, que nunca principio nem acabo, Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo. Ah, que ninguém me dê piedosas intenções, Ninguém me peça definições! Ninguém me diga: "vem por aqui"! A minha vida é um vendaval que se soltou, É uma onda que se alevantou, É um átomo a mais que se animou... Não sei por onde vou, Não sei para onde vou Sei que não vou por aí!
Sobre o amor.... A TV anuncia que a escritora Zélia Gattai faleceu e junto ao fato não há como não falar de Jorge Amado e da linda historia de amor dos dois. Tão linda que ela pediu para ser cremada usando o vestido mexicano que era o vestido que ele mais gostava. Quando minha mãe conheceu o meu pai ela estava na estação de trem, indo trabalhar às 4 horas da manha , ela havia acabado de se mudar para a Vila Matilde em São Paulo. Ela não gostou de ter-se mudado para lá, pois havia vivido muitos anos no Brás. Ela tinha 18 anos e ele 17. Segundo o meu pai não havia porque estar lá na estação as 4 da manha pois naquela época ele entrava no trabalho muito depois desse horário e nunca conseguia lembrar o que ele estava fazendo ali naquele dia, naquela , estação, naquele horário. Apenas estava lá. Ela o viu pelo canto do olho e pensou em como era bonito aquele rapaz já que, segundo ela, ele se destacava no trem. E realmente meu pai era um cara bonitão! Bom, dias depois ela viu o mesmo rapaz na quermesse da igreja do bairro, ele se aproximou, começaram a conversar , namoraram uns anos e o casamento durou 52 anos, até que os deuses o chamaram pois precisavam muito de um bom mecânico, marceneiro, contador de causos de pescador. Creio que o casamento dure até hoje, pois não há uma semana que meu pai não a venha visitar e beijar. Eu namoro a três ano e uns dias, um cara que se me contassem que eu iria namora-lo, jamais acreditaria, tamanha antipatia eu tinha dele. Até quem um dia, na casa de uma amiga, ele brilhou para mim. Naquela noite tudo aconteceu no chão de um quarto simples, quase sem mobília, mas com uma linda lua cheia brilhando no céu. Não temos explicação nenhuma para o que aconteceu naquela noite quando os deuses certamente nos olharam e falaram: vamos juntar aqueles dois, eles são gente boa e precisam muito de companhia! Daquele momento em diante eu não sei mais o que é solidão e tristeza. Eu esperei 28 anos da minha vida( e ele 36 anos) por aquele momento e ele aconteceu com a pessoa mais improvável do mundo. Nós simplesmente estamos aqui com a benção e a força dos deuses que habita em nós, vivendo um dia após o outro. Simples assim.
Porque nessa vida o que importa mesmo é ter estilo!!! Luxo, poder, riqueza e sedução! 
Ele morreu hoje...feito passarinho.... A Alma dos diferentes Artur da Távola Ahhhh, o diferente.... esse ser especial!... Diferente não é quem pretenda ser. Esse é um imitador do que ainda não foi imitado, nunca um ser diferente.
Diferente é quem foi dotado de alguns mais e de alguns menos, em hora, momento e lugar errados para os outros, Que riem de inveja de não serem assim, E de medo de não aguentar, caso um dia venham a ser.
O diferente é um ser sempre mais próximo da perfeição. O diferente nunca é um chato. Mas é sempre confundido por pessoas menos sensíveis e avisadas.
Supondo encontrar um chato onde está um diferente, talentos são rechaçados; vitórias adiadas; esperanças mortas.
Um diferente medroso, este sim, acaba transformando-se num chato. Chato é um diferente que não vingou. Os diferentes muito inteligentes, percebem porque os outros não os entendem. Os diferentes raivosos acabam tendo razão sozinhos, contra o mundo inteiro.
Diferente que se preza entende o porquê de quem o agride. Se o diferente se mediocrizar, mergulhará no complexo de inferioridade. O diferente paga sempre o preço de estar - mesmo sem querer - alterando algo, ameaçando rebanhos, carneiros e pastores.
O diferente suporta e digere a ira do irremediavelmente igual, a inveja do comum, o ódio do mediano. O verdadeiro diferente sabe que nunca tem razão, mas que está sempre certo.
O diferente começa a sofrer cedo, já no primário, onde os demais, de mãos dadas, e até mesmo alguns adultos, por omissão, se unem para transformar o que é peculiaridade e potencial em aleijão e caricatura. O que é percepção aguçada em: "Puxa, fulano, como você é complicado". O que é o embrião de um estilo próprio em: "Você não está vendo como todo mundo faz?"
O diferente carrega desde cedo apelidos e marcações os quais acaba incorporando. Só os diferentes mais fortes do que o mundo se transformaram (e se transformam) nos seus grandes modificadores.
Diferente é o que vê mais longe do que o consenso. O que sente antes mesmo dos demais começarem a perceber.
Diferente é o que se emociona enquanto todos em torno, agridem e gargalham. É o que engorda mais um pouco; chora onde outros xingam; estuda onde outros burram. Quer onde outros cansam. Espera de onde já não vem. Sonha entre realistas. Concretiza entre sonhadores. Fala de leite em reunião de bêbados. Cria onde o hábito rotiniza. Sofre onde os outros ganham.
Diferente é o que fica doendo onde a alegria impera. Aceita empregos que ninguém supõe. Perde horas em coisas que só ele sabe importantes. Engorda onde não deve. Diz sempre na hora de calar. Cala nas horas erradas. Não desiste de lutar pela harmonia. Fala de amor no meio da guerra. Deixa o adversário fazer o gol, porque gosta mais de jogar do que de ganhar.
Ele aprendeu a superar riso, deboche, escárnio , e consciência dolorosa de que a média é má porque é igual.
Os diferentes aí estão: enfermos, paralíticos, machucados, engordados, magros demais, inteligentes em excesso, bons demais para aquele cargo, excepcionais, narigudos, barrigudos, joelhudos, de pé grande, de roupas erradas, cheios de espinhas, de mumunha, de malícia ou de baba.
Aí estão, doendo e doendo, mas procurando ser, conseguindo ser, sendo muito mais.
A alma dos diferentes é feita de uma luz além. Sua estrela tem moradas deslumbrantes que eles guardam para os poucos capazes de os sentir e entender. Nossas são moradas são tesouros da ternura humana. De que só os diferentes são capazes.
Não mexa com o amor de um diferente. A menos que você seja suficientemente forte para suportá-lo depois.
 Existe uma série de mulhes que eu amo muito. Ja falei aqui da Florbela Espanca e agora quero falara da Elke Maravilha! As pessoas a olham pelo seu visual super criativo e nem sempre percebem o mundo de ideias que ela carrega dentro do peito! Destaque para a entrevista dada a revista TPM em 2007: "Sou filha da guerra. Acredito na paz, mas nós não estamos prontos para ela. A gente não pode ter paz por enquanto. Não agüento as pessoas que ficam pedindo paz, paz, paz. Quando um nobre, como minha mãe, casaria com um russo fodido? Só na guerra mesmo. Na guerra, ninguém é nada, ninguém é rico, nem nobre, nem porra nenhuma. A guerra nos nivela. No Brasil, o fato é que nós só excluímos, excluímos, excluímos pessoas... E não preciso ser socióloga para saber o elementar: se tenho um brinquedo e não divido com meu irmãozinho, um dia ele vai pegar o brinquedo na porrada. E é isso que nós fizemos. Nós somos bonzinhos, mas deixamos nossos irmãos na fila do Inamps."
Mais? http://revistatpm.uol.com.br/62/vermelhas/home.htm
 | C.P.F. | May 5, '08 11:54 AM for everyone |
Talvez eu peque por ser tão silenciosa quando as pessoas esperam uma palavra minha. Mas não sei ser de outro jeito, nem quero e creio que devamos compreender não só as qualidades mas os defeitos do outro também. Mas será que esse meu silencio é errado ou será que eu devo fazer sempre aquilo que de mim é esperado? Se é esperado, é esperado pelo outro e não por mim que sou assim tão silenciosa. É que tenho em mim o dever de ser calada pois, não quero ter em mim o que condeno nos outros, as palavras ditas por assim dizer e não por querer dize-las.Não esperem de mim palavras, talvez um olhar, um gesto, ou um profundo silencio de compreensão , aceitação. Mas palavras... palavras não, isso é muito para mim.Não me cobre palavras, não me cobre respostas eu não as darei se assim não o quiser, entenda. Desculpe-me pelo meu silencio, mas se você abrir bem o seus ouvidos poderá ouvir a voz do vento e é lá sempre estarão as minhas respostas às tuas questões, os meus sonhos, as minhas verdades e tudo o que for meu e não teu. E nunca creia na minha tristeza, sou humana e com isso carrego todas as dores e alegrias do mundo, não me limite a um único sentimento. Confundem o meu silencio com tristeza, nem ligo mais para tal julgamento porque sei que conhecer a fundo uma pessoa como eu que não quer ser conhecida, é difícil, eu sei. E perceber que esse silencio todo é a saudade de um não sei que, é a vontade de contemplar a imobilidade das coisas que fluem na vida e no vento.Não quero ser conhecida, quero ser sentida, vivida, silenciada na alegria que só um longo silencio pode oferecer. Quero estar no deserto, apreciando o silencio e dividindo-o talvez com pessoas que eu amo que são tão poucas e tão amadas ou talvez... talvez apenas comigo mesma, talvez...
Ai o Amor...esse meu eterno desconhecido e companheiro de horas tão incertas da vida. O amor que me faz amar e ser amada. O amor que sempre me será misterioso e precioso deleite. 
Esse fim de semana nós tivemos aqui na terrinha o III Festival de Dança Flamenca do Espírito Santo. Obviamente eu fui assistir por dois motivos: eu não sabia que existia dança flamenca a esse nível aqui na terrinha e eu queria muito ver a dança do meu povo. Foi um espetáculo de beleza, de competência e de talento. Deu de 10000 a zero na qualidade dos festivais de dança do ventre que são um porre,diga-se de passagem. Pude ver que os professores não ficam de “pão duragem” com os alunos que dançam tão bem quanto os professores. Enfim, foi fantástico e eu chorei muito. Não sei todos que aqui me lêem percebemmas, existe uma coisa na dança flamenca que eu não vejo em nenhuma outra dança,um sentimento que é muito difícil , talvez ate impossível de descrever com palavras. Em espanhol existe a expressão “el duende flamenco” que seria algo como o espírito, aforça que move o flamenco. Uma dança tem espírito? Tem claro que tem.Tudo tem um espírito e quando dançamos nós nos conectamos a esse espírito. Ou não!!! O importante é que eu ouvi a musica que me embalou a vida inteira, eu vi passos por tão conhecidos sem ao menos saber faze-los porque na minha família esse espírito sempre permeou tudo.Aquela pontada de dor no peito que não se sabe de onde vem, aquele coração pesado que carrega tantos sentimentos, aquela expressão dura e pouco compreendida. Isso é ser flamenco e isso escola de dança nenhuma ensina e graças aos deuses eu pude ver esse espírito cravado na pele e na alma de muita gente que dançou ali. O que me faz pensar que esse sentimento se propaga e não será perdido. Vi também que o bailaor e a bailaora flamencos são exatamente iguais, os passos aprendidos são os mesmo e mesmo assim em cada gênero a coisa adquire um significado diferente. O sentimento que sai do homem adquire um tempero diferente do que sai da mulher mesmo eles dançando Soleas e estampando em suas faces a tristeza muito profunda, a dor.É a difrença dentro das igualdades. Nessas horas eu sinto palpável a presença do meu pai, dos meus avós e de todos aqueles que ficaram na Espanha e cujos rostos e nomes eu desconheço. Por eles eu estou aqui hoje, somando algo com algumas pessoas. Nessas horas eu sinto uma comunhão e a máxima gratidão por eu ser essa mulher de sentimentos, de lagrimas, de risos e de dança.
| |